Tribuna do Interior

Tocantins, Segunda-feira, 01 de junho de 2020.
17/09/2015 - 17h21m

Halum considera medidas do governo federal "medíocres" e pede maior redução das despesas

Do Portal CT 
Divulgação
Halum: "Governo está insistindo fazer o equilíbrio através do aumento da receita"
Halum: "Governo está insistindo fazer o equilíbrio através do aumento da receita"

Pelo jeito, não será fácil o governador Marcelo Miranda (PMDB) conseguir o apoio da bancada do Tocantins, como lhe pediu a presidente Dilma Rousseff (PT). Além do próprio coordenador da bancada, deputado Carlos Gaguim (PMDB), o deputado César Halum (PRB) também demonstrou não estar satisfeito com as medidas anunciadas pela presidente para equilibrar as contas da União. Halum as considerou "tímidas e medíocres". Em entrevista à Rede Record, o parlamentar tocantinense questionou a intenção do governo em "transferir para a população" a conta da crise financeira e pediu esforço da administração para cortar gastos.

"O governo está insistindo em fazer o equilíbrio fiscal através do aumento da receita, sendo que a causa da ferida são as despesas. Querem transferir toda a conta para a população brasileira", afirmou César Halum, defendendo maior redução nos gastos do Executivo.

Para exemplificar que a redução de gastos anunciada pela presidente não foi substancial, César Halum citou a Empresa de Planejamento e Logística (EPL). "Ninguém sabe o que é e para o que serve. A EPL foi criada em 2012 para dar empregos para aos companheiros do governo que perderam os mandatos", afirmou o deputado federal, acrescentando que o orçamento do órgão para 2016 é de R$ 116 milhões. "Por que não cortou isso?", questionou.

César Halum também criticou o crescimento do funcionalismo público federal. O deputado federal comparou as administrações da atual mandatária com ex-presidentes. Conforme o parlamentar, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em oito anos de governo, criou 19 mil cargos; Luís Inácio Lula da Silva, também em oito anos, gerou mais de 200 mil cargos; enquanto Dilma Rousseff, apenas nos primeiros quatro anos de governo, criou 115 mil cargos. A folha cresceu de R$ 75 bilhões para R$ 240 bilhões neste período, conforme o tocantinense.

"O povo brasileiro não dá conta de pagar esta conta. Se o governo não cortar ministério, secretarias e milhares destes cargos, fica difícil querer aprovar qualquer aumento de carga tributária para equilibrar as finanças. Tem que dar o exemplo", cobrou César Halum, pedindo ainda medidas dos demais Poderes. "O esforço do Executivo é importante, mas vale à pena lembrar que o Legislativo e Judiciário também precisa fazer ajustes", concluiu.

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