Tribuna do Interior

Tocantins, Terça-feira, 26 de outubro de 2021.
16/09/2015 - 12h44m

Prefeitos do nordeste Goiano debatem crise dos municípios em reunião em Posse (GO)

Por Rose Ane Silveira, 
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Reuinião dos 21 prefeitos do Consórcio Intermunicipal de Saneamento Básico do Nordeste Goiano
Reuinião dos 21 prefeitos do Consórcio Intermunicipal de Saneamento Básico do Nordeste Goiano
Apesar do tema do encontro do Cisbango (Consórcio Intermunicipal de Saneamento Básico de Goiás) ser o manejo de resíduos sólidos em todo o Nordeste Goiano, a pauta do encontro promovido nesta terça-feira em Posse girou basicamente sobre a crise econômica que afeta todos os municípios brasileiros.

Todos os 12 prefeitos presentes relataram as graves dificuldades financeiras que vêm enfrentando em 2015 e a previsão, segundo o prefeito de Guarani, Volnei Momoli, é de  "estes serão os piores meses de setembro e outubro para todos os municípios brasileiros nos últimos 50 anos".

Os prefeitos reclamaram do descontentamento das populações de suas cidades com a crise financeira e comentaram que hoje, em Goiás, muitos prefeitos, por falta de pagamento, devido à falta de recursos, estão tendo que andar com seguranças.

A queda da arrecadação, os cortes nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios e a estagnação da economia no país são os principais problemas que afetam hoje as prefeituras, avaliou o prefeito Jose Gouveia, de Posse. "Não dá para ter arrecadação onde não há atividade econômica", explicou. 
O prefeito de Guarani foi mais longe e afirmou que as prefeituras vão "parar, fechar suas portas por falta de recursos já neste mês".

O prefeito de Alvorada do Norte, David Moreira e o Volnei Momoli comentaram o encontro ocorrido nesta terça-feira, com mais de 150 prefeitos do Estado, em Goiânia, para debater a crise. 
David Moreira lembrou que todos os municípios têm negociações com o INSS e que o pagamento destas dívidas está sendo cobrado diretamente no repasse do Fundo de Participação dos Municípios.

O prefeito de Guarani disse que dos R$ 115 mil que deveria ter recebido em agosto, apenas R$ 61 mil chegaram ao município, "o resto ficou preso para pagar este acordo com o INSS". 
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