Tribuna do Interior

Tocantins, Sábado, 28 de maio de 2022.
20/01/2016 - 00h11m

PERSEGUI??O: A ditadura voltou em Lavandeira durante gestão de Durval

Rodrigues di Sousa 
Rodrigues di Sousa

O município de Lavandeira que passou oito anos 2005 a 2012, governado pelos democratas Antônio Maria de Castro (DEM) e João Messias Coêlho (DEM), ambos do partido Democratas, que governavam com respeito às diferenças partidárias e a liberdade de expressão, e para todos, voltou a ser governado com mão de ferro e perseguição política, numa ditadura implantada pelo atual prefeito Durval Francisco de Castro (PSDB), irmão do ex-prefeito Antônio Francisco Leite "Tõezin" (PSDB), que também governou o município quase da mesma forma, nos primeiros dois mandatos, depois de sua emancipação política.

A diferença entre o atual prefeito Durval Francisco e o primeiro prefeito Antônio Francisco, é que Tõezin era ditador a ponto de perseguir funcionários que se comunicava com adversários, mas ajudava os companheiros e correligionários naquela época. Já o atual além de perseguidor, que nega atendimento aos cidadãos aos serviços básicos essenciais, denuncia as pessoas que o procura ajudar, demite servidores que tem ligação política com seus adversários, persegue pessoas nomeadas no Estado por indicação de seus adversários no município, mas aliado do Palácio Araguaia e ainda não ajuda seus próprios companheiros com o mínimo de ações políticas.

Um exemplo claro de perseguição foi quando ele demitiu no ano passado, o suplente de vereador Flavio Oliveira, filho do ex-vereador Armindo Oliveira (PMDB), e outras lideranças do PMDB e outros partidos, que, foram decisivo em sua vitória nas eleições de 2012, quando o prefeito venceu com uma frente de apenas dois votos, ou melhor, um voto, pois se um de seus eleitores votasse em seu adversário certamente Durval não estaria a frente da gestão municipal atualmente.

Outra demissão de companheiro do prefeito por perseguição política foi mais recente, quando o principal articulador de um grupo de dissidentes do PMDB, Carlos Nolasco da Cunha, que deixou de seguir as orientações do partido na convenção, que tinha o candidato a vice na chapa oposta a Durval, foi demitido pelas costa e na virada do ano, numa atitude nefasta. Homem que foi decisivo na Vitória do atual prefeito, pois com a articulação de Carlos do Mosquito varias lideranças passaram a apoiar na então candidatura do atual prefeito, que não enxerga a importância de companheiros de seu grupo e trata como seus escravos políticos. E por aí não para a perseguição, os atuais servidores contratados e até mesmo concursados são proibidos e coagido em se comunicar com seus adversários, numa prática ditatorial atrasada e nefasta, que só acontece na cabeça de pessoas pequenas, como o atual prefeito Durval, gestor sem visão de política democrática, humana e falta de respeito às liberdades, conquistada péla democracia de nosso país depois de anos de lutas por liberdades. Isso é atraso de quem a pratica.

Outro fato grave praticado na atual administração de Lavandeira, é a falta de confiança do prefeito nos servidores do município, ao ponto dele próprio prefeito vigiar os servidores, inclusive os de cargos de confiança no cumprimento rigoroso de entrada e saída do serviço, num rigoroso cumprimento de horário, fato nunca visto em administrações daquele e de outros municípios.

Enquanto isso o prefeito corre risco de entregar o município sem inaugurar uma obra sequer, pois não vai atrás dos benefícios para o povo em Palmas ou Brasília, mas usa carro oficial, combustível e diárias do município para ir a Palmas pedir demissão de funcionários do Estado, junto com seu deputado Toinho Andrade, porque não foi contratado por indicação sua e ainda ameaça o governo de suspender o Transporte Escolar, caso o governo não atenda seus caprichos, para anular contrato de indicação de aliados do governo, mas seus adversários no município. Preguiça de trabalhar pelo povo ele tem, mas perseguir é com ele mesmo.

Outro fato estranho na atual administração é o nepotismo praticado pelo atual prefeito, onde a grande maioria dos seus secretariados são parentes de primeiro, segundo e terceiro grau dele e da primeira dama, dona Gleyma. E como se não bastasse quase todos foram importados da cidade de Aurora do Tocantins e outras cidades da região, numa clara demonstração de que o povo de Lavandeira só serve mesmo é para votar e pagar impostos, e ainda estimula e prática da maior evasão fiscal da história do município ao gastar o dinheiro publico do custeio da maquina fora do município, mesmo com orientação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do SEBRAE, através do Programa Agenda  Cidadã, que orienta os gestores de comprar dentro do município com vista a fomentar a economia do município. Não tem visão de matemática, pois com essa falta de visão o município de Lavandeira deixou de arrecadar quase meio milhão de reais em impostos.

Agora para tentar reverter seus desgaste político, o prefeito através de seus puxa-sacos de plantão, sai a procura das famílias oferecendo empregos e até distribuindo caminhões e caminhões de cascalhos, coisas que proibia até pouco meses atrás. Depois de quase três anos resolveu abrir os portões do Complexo Esportivo "Estádio Municipal" para os campeonatos municipais e regionais, numa clara tentativa de reverter seus desgastes com os jovens atletas e seus familiares que são expectadores, mas as crianças que envolveram com as drogas por falta de ocupação na escolinha de futebol que existia até a três anos atrás, não serão esquecidas. Pois na minha visão a ausência de políticas publicas para a juventude e aos adolescentes é maléfico para a sociedade. Quando na administração de Antonio Maria existia as atividades esportivas, não tínhamos problemas de drogas em nossa cidade, mas a falta de visão da atual gestão foi a responsável por este mal que assola nossa comunidade. Pois o investimento no Esporte é mais barato do que o tratamento de um usuário.

Os Rock, In Rio, os esportes no Beira Rio, as vaquejadas, os campeonatos, municipais,  regionais e até Estadual Profissional que participamos, e as festas de aniversários da cidade, que antes existiam com brincadeiras de ruas, shows artísticos, também ainda estão na mente dos cidadãos que tem boas memórias, e ainda sentem saudades de um passado bem próximo, quando o povo ia as ruas em demonstração de alegria e confraternização.

Hoje Lavandeira é formada por uma comunidade triste, pela falta de incentivo e políticas publicas em todos os setores e a quase tudo, não por causa da crise, mas por falta de capacidade e criatividade do gestor de conciliar boa gestão, com administração e estimulo a economia local. Gastar o dinheiro publico fora, é estimular o desaquecimento da economia e gerar evasão fiscal e recessão local. Proibir o uso de bem publico é falta de bom senso e entendimento de, que, o bem publico precisa ser compartilhado por todos, independentemente de cor partidária e liberdade de expressão. Negar a assistência social e a saúde e o direito de ir e vir, é tirar o direito sagrado e inalienável do cidadão, que pagam os impostos para custear as despesas dos poderes públicos, qual seja do Executivo, Legislativo e Judiciário, Municipal, Estadual e Federal. ? pois é, é isso aí...

RODRIGUES DI SOUSA, -  é jornalista, Diretor e Editor Geral do Jornal Tribuna do Interior e do portal: www.tribunadointerior.com

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