Tribuna do Interior

Tocantins, Sábado, 28 de maio de 2022.
13/05/2016 - 07h06m

Rodrigues di Sousa Comenta: O eleitor não pode votar no candidato porque ele precisa do emprego de vereador ou outro cargo eletivo qualquer.

Rodrigues di Sousa 

? comum você ver gente falar que vai votar no amigo, no parente, ou no fulano porque ele é um coitadinho para cargo de vereadores, conselheiro tutelar e até emsmo para prefewito e deputado.

Ora, esse tipo de escolha não é salutar para o amadurecimento do processo democrático e nem é saudável para o processo de desenvolvimento administrativo da gestão publica e uma péssima alternativa para o desenvolvimento econômico e social.

Quando nós votamos nas pessoas porque ele precisa da remuneração que aquele cargo oferece, nos estamos abrindo Mao da qualidade dos serviços públicos. Sobretudo no ponto de vista do legislativo, que é o que mais carece de pessoas com entendimento intelectual e no mínimo conhecimento especifico para tal cargo a que pretende ocupar. O que temno que preocupar é com a qualidade das idéias, do conhecimento e dos serviços que este ou aquele candidato pretende colocar a disposição do eleitor.

Quando nós preocupamos com a necessidade do eleitor em ocupar tais função porque precisa dela para sobreviver, nós estamos abrindo mão de nossa própria dignidade, do nosso futuro melhor. Nos deixamos de preocupar com o desenvolvimento socioeconômico de nosso município, simplismente porque não escolhermos qualidade, escolhemos solidariedade para um lugar que carece de qualidade e conhecimento.

Votar, não significa apenas cumprir nosso dever cívico de comparecer diante das urnas, votar significar apostar nas pessoas a condição de nos bem representar, seja em Conselho ou no parlamento. Principalmente no parlamento, onde é preciso além de legislar e fiscalizar, está capaz de propor leis que influencie na vida das pessoas do outro lado do plenário, que espera de homens e mulheres o preparo para ajudar na busca de soluções dos problemas que afligem a sociedade.

Precisamos qualificar nossas escolhas, principalmente os candidatos que vai nos representar nas câmaras municipais, onde saíra decisões serias que certamente irão de encontro com nosso dia-dia. Isso passa pela nossa escolha, e por isso não podemos votar no fulano, no ciclano e no beltrano porque ele é um coitadinho, ou porque ele é bonitinho, ou porque ele meu parente ou amigo. Temos escolher é pela capacidade de exercício do mandato para que preste serviços de qualidade e gere reflexo positivo para a comunidade como toda. Lugar de coitadinho é nos órgãos de ação social, no mercado de trabalho, na escola em busca de uma boa profissão.

Todos estão presenciando o resultado da falta de analise na escolha, da escolha sem critério, sem pensamento nas conseqüências de uma mal escolha. Na votação do impedimento da presidenta Dilma, no ultimo dia 17 de abril, a grande maioria dos deputados dedicaram voto a sua família, a animal de estimação, a meu amigo e até em homenagem a torturadores da ditadura, sabe porque? Porque foi mal escolha, ou votou porque é um coitadinho, ou por beleza ou por dinheiro. Uma mal escolha, geral um mal resultado.

Rodrigues di Sousa, é jornalista e um defensor da democracia, do voto livre, mas com qualidade e respeito às instituições.

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