Tribuna do Interior

Tocantins, Quinta-feira, 20 de janeiro de 2022.
30/11/2021 - 10h40m

Segurança Pública cria força-tarefa com 8 delegados para investigar a gestão Carlesse

Fonte: AF Noticias 
Foto - Divulgação

A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) instituiu uma força-tarefa com o objetivo de apurar os ilícitos penais que foram revelados por meio das recentes operações da Polícia Federal, além de outros que possam eventualmente surgir.

Toda a cúpula da Segurança Pública do Tocantins foi afastada juntamente com o governador Mauro Carlesse (PSL), no dia 20 de outubro, por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo a PF, foi montado um esquema criminoso dentro da SSP que atuava obstruindo investigações e vazando informações aos investigados.

A portaria da força-tarefa foi publicada no Diário Oficial do Estado, nesta segunda-feira (29), assinada pelo secretário Wlademir Costa e pelo Delegado-Geral da Polícia Civil, Claudemir Ferreira.

A portaria pontua que o próprio Regimento Interno da SSP estabelece que a Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) pode "instaurar e conduzir, diretamente ou por meio das Divisões de Polícia Especializadas, inquérito policial ou outro procedimento previsto em lei; considerando a necessidade de implementar investigações no sentido de apurar os fatos, em tese, criminosos noticiados e outros que porventura possam surgir no decorrer dos trabalhos".

A força-tarefa será coordenada pelo diretor da Dracco, o delegado Afonso José Azevedo de Lyra Filho, tendo ainda como membros, os delegados Adriano de Aguiar CarvalhoAldo Pagliani SchwanckBruno Monteiro BaezaCassiano Ribeiro OyamaGuilherme Rocha MartinsGregory Almeida Alves do Monte e Luciano Barbosa de Sousa Cruz. O prazo para conclusão dos trabalhos é de 120 dias, mas pode ser prorrogado, conforme a necessidade.

Os possíveis ilícitos penais a serem apurados pela força-tarefa são inerentes as atribuições da polícia judiciária estadual e também cumprem orientações dadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) quanto às investigações das operações Éris e Hygea da Polícia Federal. O objetivo é garantir a manutenção da legalidade e transparência nos atos públicos.

Portaria publicada no Diário

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